quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

13 - Mole Hunter - Vídeo no Youtube

Após uma pequena critica escrita ao jogo Mole Hunter, no post anterior, aqui fica o vídeo com o gameplay do jogo.


quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

12 - Mole Hunter: ZX Spectrum 48K

Este post é fruto de uma parceria com o blog Os Velhos Tempos. Uma vez que irei colaborar com eles na secção de Spectrum , eis o primeiro resultado:

Nome: Mole Hunter
Versão: ZX Spectrum 48K
Autor: Raul Pelayo
Download:
Site


Sendo o Zx Spectrum um sistema do passado, é lógico pensarem como estando morto e enterrado nas lides da produção de novos jogos. Simplesmente o mundo dos micro computadores de 8 Bits tem uma estrutura bem diferente dos seus manos mais velhos de 16 bits, ou das famigeradas consolas que destronaram esse império no inicio dos anos 90, que era comum no velho Continente durante a década de 80. A simplicidade da concepção de um jogo nestes sistemas, é de uma facilidade assombrosa para quem domina minimamente o código de máquina ou Basic, fazendo com que surjam por ano mais jogos e programas, do que todas as consolas descontinuadas juntas que existiram. Obviamente que o método de gravação desses sistemas aliado às capacidades de programação incutidas nas máquinas, tornaram essa realidade possível nos dias de hoje, originado o jogo que a seguir é focado, que não é mais nem menos do que uma idealização de um simples programador, que decidiu dar uma nova vida ao seu primeiro jogo electrónico, recriando-o na perfeição para o ZX Spectrum.




Antes do domínio dos microcomputadores, muitos de nós que viveram a sua infância no princípio dos anos 80, tiveram como primeira experiência os jogos electrónicos, sendo estes normalmente associados aos célebres Game & Watch da Nintendo. O que é certo, é que houve muitas e boas companhias que produziram verdadeiras obras-primas da diversão digital portátil, mas nenhuma teve ou tem, como é sabido, o estatuto de culto alcançado pelas criações do Gunpei Yokoi, o pai dos jogos portáteis.
Uma das empresas que se dedicou também à sua produção foi a Casio, embora seja mais facilmente associada aos relógios digitais e calculadoras. Quem não teve um destes dois objectos nos anos 80? Uma vez que já dispunham da tecnologia, facilmente transpuseram pequenos jogos para os seus relógios e calculadoras, tendo também entrado em força no mercado dos jogos portáteis, entrando em competição directa com a Nintendo e criado alguns jogos que hoje fazem parte da lembrança de muitos portugueses com mais de 30 anos. Mole Hunter é um desses jogos, sendo que este não faça parte da minha memória enquanto jogador, como o seu irmão próximo o Marine Hunter, o seu conceito é em tudo similar, permitindo-me falar com algum conhecimento de causa na adaptação de Mole Hunter para o Spectrum.



Sendo o ZX Spectrum um sistema simples, decidi escolher este jogo, produzido em 2010 (sim leram bem), que não pretende mais do que recriar o jogo electrónico sem mais pretensões acrescidas no velhinho Spectrum. E o que é certo, é que o objectivo foi conseguido na perfeição. A sensação de jogo consegue ser igual à de um jogo electrónico. A sua simplicidade de movimentos, de andar para a esquerda e direita evitando cobras, aranhas ou cocos atirados por macacos, capturando as toupeiras com um simples premir do fogo, está simplesmente fiel, o que nos leva por vezes a esquecer que estamos a jogar um jogo num computador. Graficamente o jogo tem melhorias, pelo colorido incutido, as sprites de jogo delineadas apenas por um tracejado preto lembra os primórdios dos jogos do Spectrum, que se adequa à conversão, evitando assim o famigerado “colour clash” e capturando o aspecto fiel da conversão, mesmo com a melhoria da cor introduzida. A nível de som está em tudo igual aos efeitos sonoros destas máquinas, também é verdade que o som do 48k não era muito superior, mas para esta adaptação consegue ser o ideal os “beeps” estridentes produzidos pelo speaker da máquina.
O jogo não tem menu nem opções, é só premir fogo/Space e começar a jogar tentando fazer o máximo de pontos até ao limite de 999, sendo que a toupeira capturada mais próxima da jaula dá-nos um ponto e a mais longe três, sendo este o único objectivo do jogo. Alcançar uma pontuação elevada não é assim uma tarefa muito fácil.
O único senão do jogo é o mal que assola a maioria dos jogos electrónicos, a sua simplicidade que instantaneamente nos vicia, torna-se saturante a curto prazo.
A nível da conversão, o único ponto “negativo” que saliento, é que ao contrário do que acontece nos jogos electrónicos, como no Marine Hunter, a dificuldade não parece aumentar significativamente com o passar dos minutos, nesta versão de Spectrum, tornando assim o desafio de jogo e a possibilidade de recordes mais elevados facilitada.
Mole Hunter merece nota positiva, uma vez que consegue ser tudo aquilo que o criador pretendia, ou seja: A versão electrónica do jogo no ZX Spectrum.
A experimentar por todos os fãs destes dois sistemas.


sábado, 9 de Maio de 2009

11 - Retro Review - Entrevista a Jorge Canelhas.

Quando em 2002, vivia lendo e relendo as revistas do passado, sem nenhuma nova publicação no mercado que me excitasse o suficiente para transmitir a sensação das revistas de há uma década atrás, eis que surgiu uma que inovou em relação às publicações existentes.
Pela primeira vez o mundo do retrogaming tinha uma publicação exclusiva. E mesmo sendo um projecto não apoiado por uma editora profissional, foi suficientemente relevante para não cair no esquecimento dos utilizadores dos sistemas do passado, apesar de ter durado apenas cinco edições.
Quando no editorial da última publicação os seus autores, Jorge Canelhas e Ian Gledhill, garantiam a continuidade da revista por muitos anos, eis que a Retro Review deixou de ser publicada. E após alguns anos sem que o site dissesse o sucedido para o cancelamento, decidi contactar o Jorge, e efectuar-lhe uma pequena entrevista para o Blog para desmistificar o mistério do “fim” da Retro Review.

Entrevista:
Archeogamer :

Sendo o Jorge e o Ian residentes em países diferentes, como se conheceram e surgiu posteriormente a ideia da concepção da Retro Review?
Jorge Canelhas:
Começou com um leilão meu de um Timex Computer 2048, o Ian foi o comprador, entretanto fomos sempre mantendo contacto e eventualmente um dia eu desafiei-o a criarmos uma revista sobre os microcomputadores da nossa infância, daí a criar a coisa propriamente dita foi uma questão de tempo. As premissas da revista eram:
1) Ser inovadora ou seja não reciclar material como se via em alguns sites.
2) Ser em Papel, esta era uma condição ‘sine qua non’, queríamos reviver o feeling de ler uma Crash ou uma Zaap , e como não havia nada do género, ao bom estilo de programadores que somos, criámos o nosso projecto.
3) Criar conteúdo actual para computadores de outros tempos, a ‘série’ onde ensinamos a ligar um Amiga à net é um exemplo disso, e que com esse conteúdo a pessoa tivesse vontade de mexer na máquina em si.
4) Ser criada de modo ´retro’, a revista enquanto foi produzida foi sempre num Amiga 4000, usando o Pagestream 4.
O que não me recordo é se fui eu o o Ian que deu o nome à revista.
Como nota deixo o facto que até hoje eu e o Ian mantemos contacto e até hoje ainda não nos encontrámos pessoalmente.
Archeogamer:

Inevitavelmente tenho que focar este assunto: A Retro Review foi possivelmente a primeira revista de multiformato retro existente. Como reagiram quando a Retro Gamer saiu no mercado auto-intitulando-se a primeira?
Será justo afirmar que a Retro Review foi a primeira revista não profissional e a Retro Gamer a primeira de cariz profissional?
Jorge Canelhas:

Que eu saiba a Retro Review foi a primeira revista multiformato retro que apareceu e teve alguma divulgação, eu não tenho conhecimento de nenhuma antes dela.
Quando a Retro Gamer apareceu eu fiquei bastante contente ao ver algo assim nas bancas, infelizmente achei-a superficial, mas antes pouco que nada. O conteúdo da Retro Gamer falhava na primeira premissa da Retro Review.
Reacção não tivemos nenhuma, nunca nos chateámos muito por a Retro Gamer se auto-intitular a primeira, creio que é irrelevante, o que sempre ficou foi a sensação de ‘ai se eu tivesse aqueles meios o que eu faria...’
Archeogamer:

Esta é uma opinião pessoal:

Sempre achei que a Retro Review era uma revista mais voltada para o utilizador real de sistemas antigos, que queriam tirar partido das máquinas no presente, em oposição à Retro Gamer, que parece “alimentar” o leitor da saudosa nostalgia do passado, mostrando sistemas e jogos antigos e entrevistando velhas glórias da programação, que já pouco sabem ou se interessam por esses sistemas. Concordas com esta opinião?
Jorge Canelhas:
Na mouche! Um dos objectivos da Retro Review era dar vontade de mexer na máquina em si, e não apenas servir de tema para conversa de café sobre a mesma.
Archeogamer:

Talvez a pergunta mais esperada pelos antigos leitores da Retro review, e a que me levou a efectuar esta pequena entrevista:
O que aconteceu para a revista ter deixado de ser publicada após a edição Nº5? Uma vez que no editorial dessa publicação, vocês foram peremptórios em afirmar que a revista continuaria por muito tempo.
Jorge Canelhas:
Falta de disponibilidade sobretudo, sempre achámos que a revista tinha uma boa qualidade editorial e se fizéssemos as coisas à pressa não sairia uma Retro Review, mas algo sem espírito e assim mais vale hibernar o projecto, quando houver de novo tempo retoma-se a coisa, deixa ver … daqui a 31 anos devo reformar-me … já faltou mais, a sério, já existe algum conteúdo da RR6 feito mas a revista nunca foi finalizada.
Archeogamer:

Haverá a possibilidade de no futuro a Retro Review voltar a ser publicada? Ou renascer num formato virtual mais acessível às massas, como um blogue ou site, mantendo o espírito da revista inicial?
Jorge Canelhas:
Pergunta difícil, é uma ideia mas o formato impresso era uma das virtudes da Retro Review, Blogs etc... já existem muitos e alguns muito bons.
Archeogamer:

Consideras o retrogaming como uma moda passageira ditada apenas por utilizadores, que, tendo hoje mais de 30 anos, detém o poder económico de determinar uma tendência de mercado?
Jorge Canelhas:

Sim, creio que é uma moda passageira que durará algumas décadas, penso que nós os dos anos 70 e 80, fomos os últimos que puderam ter uma ligação forte com seu computador de infância, os PC’s e consolas actuais não têm a personalidade necessária para me fazer voltar a mexer nelas 20 anos depois de se tornarem obsoletos, os jogos são todos os mesmos, não há inovação, é demasiado caro inovar! A era das descobertas da informática (caseira) para já está estagnada, o que aparece é mais do mesmo não há grande necessidade de mais, são as 16M de cores, é o som que não é preciso melhorar etc…etc. É o mundo bege do PC. Pergunto o seguinte, alguém tem o mesmo carinho pelo seu primeiro PC como tem pelo Spectrum?
Archeogamer:

Para finalizar: Tens alguma mensagem que gostarias deixar para todos aqueles que foram leitores da Retro Review?
Jorge Canelhas:

Obrigado a todos. E continuem a visitar o site e mandem opiniões sobre o material que lá há, quem sabe um dia não haverá uma surpresa…

Obrigado e felicidades.
De nada.
Os cinco números da Revista,
infelizmente só possuo os 4 primeiros em formato original.

Para quem quiser efectuar o download das cinco edições é só visitar o site original em: RETRO REVIEW.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

10 - God Hand - Playstation 2

Foram precisos 18 anos para que um street beat’ em up me despertasse tanto interesse como God Hand.
Talvez tenha ficado cansado nos anos 80/90, com os velhos clichés do Double Dragon, Final Fight…entre outros, em que batíamos nos mesmos punks e meliantes do costume, para salvar a bela donzela em apuros raptada por uma seita de malfeitores.
A última excepção foi Vendetta, lançado pela Konami em 1991, que conseguiu ser, para mim, uma lufada de ar fresco dentro do género. Mesmo sendo similar aos outros jogos anteriormente referidos, o seu lado de humor menos correcto na abordagem de espancar pixéis, introduzindo até uma minoria social não comum nestas lides do espancamento virtual, acabou por cair na minha graça, e era um bom tónico na libertação do stress do dia-a-dia. God Hand oferece-nos todas essas possibilidades, multiplicadas em relação ao seu antecessor espiritual.
Peço desculpa por não parecer politicamente correcto, mas não sou mesmo e God Hand, à sua maneira, lá nos diverte dando a oportunidade de bater em seres demoníacos, monstros das trevas, gays, anões, prostitutas, robots, gorila….etc... À partida, os mais pacifistas podem fazer a analogia com o Grand Theft Auto, somente aviso já que são dois conceitos diferentes. Se GTA é uma recriação da sociedade, com o uso extremo da violência para quebrar as regras sociais, God Hand, recria ao bom velho estilo de acção Manga, tipo Fist of the North Star, um mundo terreno mas claramente com um lado fantasioso.
Basicamente a história relembra um pouco parte da Bíblia: Um anjo inundado de orgulho caiu dos céus, para uma vida no exílio como King Angra. Tendo ficado absorvido pelo ódio e raiva envia um exército de demónios para governar o mundo dos mortais, mas os seus planos foram gorados por um homem que apareceu com o poder de Deus no braço.
Mas a história volta a repetir-se, sendo o jogador o novo God Hand, que tem novamente de impedir os planos maquiavélicos do king Angra.
Para todos os que já estão tristes sem que haja uma rapariga raptada para salvar, não desesperem, que para o final acabamos por ter de salvar a donzela da história.
Não há mais nada que possa escrever, que não possa ser visto nos seguintes links:



Versão adquirida em Portugal: €14,90

Manual em inglês, no preto e branco do costume.

quinta-feira, 12 de Março de 2009

9 - Rick Dangerous 2 - ZX Spectrum 128k +3 Disc

RICK DANGEROUS 2
Versão em Disco 3" para o ZX Spectrum 128K+3

O jogo está selado!

Adquirido em 06-03-09

He´s back in a flash….ou ele voltou como o Flash???

Sendo superior a nível técnico em relação ao seu antecedente, Rick Dangerous 2, peca a meu ver, pela falta de adictividade e pelo feeling de jogo transmitido em Rick Dangerous.

Se no primeiro tínhamos Rick num ambiente e inspiração baseado no Indiana Jones, em que explorávamos a selva da Amazónia em busca de uma tribo perdida, descobríamos tesouros dentro de uma pirâmide no Egipto, resgatávamos soldados aliados aprisionados num castelo alemão e por fim, impedíamos um ataque a Londres, através da sabotagem da base secreta de mísseis alemã. No segundo jogo, ao regressarmos a Londres, descobrimos que está iminente uma invasão alígena e o aspecto de explorador aventureiro que Rick manifestava no primeiro jogo, dá lugar a um ambiente futurista, bastante similar ao do Flash Gordon, mas sendo os níveis demasiado abstractos, no conceito de os personificarmos e entrarmos no espírito da aventura, como acontecia no primeiro, e que me levou a ficar agarrado ao ecrã durante horas e horas de jogo. Peço desculpa a quem aprecia mais o segundo jogo, mas Hyde Park, que de parque pouco tem, já que o nível é quase todo jogado dentro de um ovni, as cavernas de gelo, a floresta de Vegetablia e as minas atómicas de lama não transmitem o mesmo feeling dos níveis do primeiro Rick Dangerous.
Mas mesmo assim é um jogo tecnicamente fabuloso, com a jogabilidade melhorada em relação ao primeiro. Quantas vezes não desejei poder deslizar a dinamite no primeiro, como dá para fazer no segundo com as bombas. Mesmo o look do personagem, no ecrã de apresentação, ficou infimamente melhorado no Spectrum. Sempre achei que Rick Dangerous, no primeiro jogo, tinha mais ar de gangster dos anos 30, do que um “Indiana Jones”.
O que falha em RD2, no ZX Spectrum, acaba por ser o corte nos níveis, como acontecia no primeiro, e de o carregamento total do jogo não ser feito de uma só vez, mesmo em 128k.

Mas mesmo assim não deixa de ser um jogo que me traz boas memórias, e de ser merecedor de constar na minha colecção, com destaque.

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

8 - Games Of My Life: #01 Rick Dangerous

Se há um jogo que merece destaque até à presente data como sendo o da minha vida, esse título cabe sem dúvida ao Rick Dangerous, para ZX Spectrum.
Não que seja o melhor ou o mais perfeito jogo que já joguei, porque esse título é sempre subjectivo, mas foi sem dúvida o que mais prazer me deu jogar e mais recordações me traz à memória. Sendo também o primeiro que desejei terminar e não descansei enquanto não atingi essa meta. O que não deixou de ser estranho, já que foi preciso um jogo de 1989 para despertar essa sensação, quando o primeiro que joguei remonta à distante época de 1980, com apenas 6 anos. É algo que não consigo explicar.

Para quem não sabe, Rick Dangerous, foi concebido no final dos anos 80 pela Core Design, a mesma equipa que foi responsável pela criação de Tomb Raider, uns anos mais tarde.
Rick Dangerous, saiu em praticamente para todos os computadores populares da altura, de 8 e 16 bits, mas com a particularidade de ter sido aplicado uma redução no tamanho dos níveis de jogo, nas versões de 8 Bits.
O que pode ser compreensível nos computadores com 48/64K de memória, mas o jogo poderia ter sido convertido na sua plenitude nos modelos com 128k, obviamente com as limitações gráficas e sonoras inerentes a cada sistema.

O jogo é composto por 4 níveis, tendo sido claramente influenciado pelo filme: Os Salteadores da Arca Perdida. Basta jogar os primeiros segundos de Rick Dangerous, para perceberem o que quero dizer. Não adianta dizer muito do jogo, uma vez que não há nada que possa escrever, que não possa ser encontrado neste fabuloso site.

Posteriormente saiu uma versão não oficial nem comercial do jogo, em 1992, para o MSX, desenvolvido pela Paragon Productions. Se bem que este Rick Dangerous foi uma adaptação livre do original, com diferenças bastante significativas. Clique aqui para saber mais.


Versão original em caixa de cartão, com poster e livro de banda desenhada.




Nunca fui fã do uso de joysticks no Spectrum, sempre preferi o uso do teclado, talvez a simplicidade dos jogos nesse sistema permitissem esse favoritismo.
Mas por vezes descobrir a combinação correcta das teclas de jogo era uma tortura. Não havia jogos originais à venda, e as cópias adquiridas eram 90% dos casos sem instruções básicas.
A combinação de teclas neste jogo é: Z para esquerda, X para a direita, K para baixo, O para cima e o Enter é o disparo (tentem jogar hoje em dia este jogo emulado num PC com esta combinação de teclas, é de fazer uma tendinite).
O problema é que o disparo só funciona em combinação com o uso de uma das teclas do movimento. Assim Enter+Cima dispara a arma; Enter+Baixo usa a dinamite; Enter+Esquerda ou Direita usa o bastão.
Durante uns dias pensei que o jogo só usava teclas de movimento e avancei até ao máximo que era possível sem recorrer ao uso de violência.


Ficar encalhado 9 meses num ecrã de jogo no 3º nível, e um dia passá-lo em 10 segundos sem qualquer solução, simplesmente porque não me tinha passado pela cabeça tentar usar o bastão para desactivar uma maldita armadilha, até aquele dia.

Após ter passado esse ecrã a televisão do meu quarto avariou na manhã seguinte, e à tarde não pude jogá-lo na televisão da sala, porque a minha mãe queria ver pela centésima vez o filme A Música no Coração, que ia dar na RTP 1.

A frustração que senti ao descobrir que no Commodore Amiga, os níveis do jogo eram bem maiores que no Spectrum, após ter apostado com um amigo meu que conseguia terminar o jogo, face à acusação dele que o jogo era difícil e que não conseguia passar o 1º nível. O resultado foi que também não passei desse nível, à primeira.

As tardes bem passadas a jogar o jogo com um amigo meu, e os gritos e pulos que dé-mos quando completei-o pela primeira vez.


Versão original de baixo custo da Kixx.




Jogue aqui Rick Dangerous

terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

7 - Livros - The ZX Spectrum Book - 1982 to 199x

Quando tive conhecimento do livro The ZX Spectrum Book - 1982 to 199x, foi uma frustração saber que estava esgotado. Infelizmente o livro teve uma edição limitada de 1000 exemplares, sem direito a reimpressão.

Felizmente Andrew Rollings, seu autor, decidiu criar meses mais tarde uma edição limitada em capa dura de apenas 100 exemplares, especialmente numerada e autografada pelo próprio. Consegui comprar esta última versão e felizmente, escrevo isto agora, que não comprei a versão normal do livro. Mesmo sendo 100% igual, é preferível esta edição para manuseamento e conservação do livro, visto que está autografado e numerado é sendo uma maior valia para um coleccionador, como eu.


Ainda é possível adquirir o livro neste site.






O livro abrange a década de 1982 a 199X(2), contendo 230 jogos em 256 páginas em papel impresso de alta qualidade e a cores.
O ZX Spectrum Book, está bem concebido, facultando bastante informação e sendo até bem detalhado nos primeiros an
os de vida da época d’ouro do ZX Spectrum, no que respeita aos jogos focados.
Mas no meu ponto de vista o livro falha, quando aborda os jogos no período de 87 a 92. Sendo o período dos anos 90 quase inexistente.
O autor concebeu o livro sobre o ponto de vista dos jogos que jogou durante o período de vida comercial do ZX Spectrum, e não os melhores, ou de maior relevância e emblemáticos. Citando o próprio: “this book is not intended to be na all-inclusive history…it should be viewed as a record of my personal journey through the world of Sinclair gaming…”
Foram simplesmente ignorados alguns títulos fundamentais que fizeram o Spectrum sobreviver até aos dias de hoje, como são os exemplos de: R-Type, Rainbow Islands, Renegade/ Target Renegade.

Mas não se deixem iludir por esta abordagem do autor, à sua predilecção em relação à chamada época d’ouro do Spectrum, porque há sempre algo a aprender em cada jogo escolhido, em cada análise escrita.

É sem dúvida um livro a adquirir por todos os fãs de jogos do ZX Spectrum, somente não é o livro definitivo sobre o mesmo assunto. 3/5*

domingo, 1 de Fevereiro de 2009

6 - Game Review: #01 Albatrossity

Foi recentemente distribuído no site do autor jonathan Cauldwell, o jogo Albatrossity. Um novo jogo para o ZX Spectrum 48/128k. Podem efectuar aqui o download para emulador, no site do autor.
Estive mais ausente do blog, porque estive a preparar a crítica ao jogo. Deixo-vos aqui o 1º vídeo que teve de ser dividido em duas partes, por causa da política do Youtube, que só aceita ficheiros até 10m de vídeo de duração.




2º Vídeo:

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

5 - Nintendo DS

Compra da Nintendo DS, 1º Modelo, usada mas como nova, por menos de 70 euros que o seu preço de lançamento.
Podia escrever um testamento sobre a consola, mas a Wikipédia tem uma das mais detalhadas descrições que já li, sobre a Nintendo DS.

Este pack inclui um Demo do Metroid Prime Hunters.

Adquirdo em: 9 de Dezembro, 2008.

domingo, 28 de Dezembro de 2008

4 - Livros - Ultimate History of Video Games & On the Edge

Recebi ontem a prenda de Natal, que estava em falta. Ou melhor, duas , já que os meus amigos tiveram o prazer de me oferecer dois livros, em vez de um, fazendo uma grande surpresa.
Sendo o primeiro um volume sobre a história dos videojogos, já o segundo é um livro que conta a história da ascensão e queda da Commodore.
Não posso estar mais satisfeito, afinal não é todos os dias que nos oferecem duas jóias literárias, que vão de encontro ao meu gosto pessoal.


1º Livro:

The Ultimate History of Video Games: From Pong to Pokemon--The Story Behind the Craze That Touched Our Lives and Changed the World.

Inside the Games You Grew Up with but Never Forgot
With all the whiz, bang, pop, and shimmer of a glowing arcade. The Ultimate History of Video Games reveals everything you ever wanted to know and more about the unforgettable games that changed the world, the visionaries who made them, and the fanatics who played them. From the arcade to television and from the PC to the handheld device, video games have entraced kids at heart for nearly 30 years. And author and gaming historian Steven L. Kent has been there to record the craze from the very beginning.
This engrossing book tells the incredible tale of how this backroom novelty transformed into a cultural phenomenon. Through meticulous research and personal interviews with hundreds of industry luminaries, you'll read firsthand accounts of how yesterday's games like Space Invaders, Centipede, and Pac-Man helped create an arcade culture that defined a generation, and how today's empires like Sony, Nintendo, and Electronic Arts have galvanized a multibillion-dollar industry and a new generation of games. Inside, you'll discover:
·The video game that saved Nintendo from bankruptcy
·The serendipitous story of Pac-Man's design
·The misstep that helped topple Atari's $2 billion-a-year empire
·The coin shortage caused by Space Invaders
·The fascinating reasons behind the rise, fall, and rebirth of Sega
·And much more!
Entertaining, addictive, and as mesmerizing as the games it chronicles, this book is a must-have for anyone who's ever touched a joystick.

624 Páginas


2º Livro:

On the Edge: the Spectacular Rise and Fall of Commodore.

Filled with first-hand accounts of ambition, greed, and inspired engineering, this history of the personal computer revolution takes readers inside the cutthroat world of Commodore. Before Apple, IBM, or Dell, Commodore was the first computer manufacturer to market its machines to the public, selling an estimated 22 million Commodore 64s. Those halcyon days were tumultuous, however, owing to the expectations and unsparing tactics of founder Jack Tramiel. Engineers and managers with the company between 1976 and 1994 share their memories of the groundbreaking moments, soaring business highs, and stunning employee turnover that came with being on top in the early days of the PC world.

548 Páginas


Adquirido em: 27 de Dezembro, 2008.

sábado, 27 de Dezembro de 2008

3 - Game Review - Cannon Bubble: ZX Spectrum 128K


Cannon Bubble é um jogo que foi concebido em 2007,para o ZX Spectrum 128K, pela editora espanhola CEZ Team. Editora esta que ainda produz jogos para sistemas mais antigos.

Fiquei extremamente impressionado pela qualidade do jogo, como podem ver mais abaixo na crítica. O motivo deveu-se ao facto que grande parte dos jogos novos que jogo , para Spectrum, são quase todos meio amadores, mas este C.B. foi abençoado com um cunho de profissionalismo impressionante, creio que se tivesse sido lançado em 1990, teria sido sem dúvida um Nº1 nos tops.


Capa da Cassete de Spectrum


Imagem Screen$ de Loading inicial do jogo, enquanto carrega.

Imagem de jogo no modo um jogador.
Imagem de jogo no modo 2 jogadores.

É possível adquirir o jogo neste site, por uns modestos 4 euros!


Há um ano atrás aventurei-me a criticar Cannon Bubble. A compressão do som e imagem não é das melhores, mas está perceptível. Também não sou um profissional, e infelizmente, nem tenho meios para tal. Espero que gostem


Score: 90%




sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

2 - Sinclair User - Nºs 123,124,125 e 126

Substancialmente mais caras que as revistas espanholas, eram as revistas inglesas. Não que fossem melhores, mas foram mais distribuidas, quer a nível europeu como no mercado português. Para além que o inglês é mais acessível aos europeus não britânicos, que o espanhol. Eram 3 as revistas que dominavam o mercado: Sinclair User, Your Sinclair (talvez a mais famosa) e a Crash!

Eram revistas extremamente caras para a altura, lembro-me de pagar mais de 1000 escudos por algumas nos anos 80, a MicroHobby por exemplo, no final da sua vida custava uns 550$ com duas cassetes. Hoje em dia consigo-as a preços bem reduzidos, estas 4 Sinclair User que comprei, tendo ficaram por menos de 5 Libras e completas, com as respectivas cassetes.

A Sinclair User foi a publicação mais longa dedicada ao Zx Spectrum. Não tendo sido a última a findar a sua cobertura, mas foi aquela que mais tempo lhe dedicou. Desde Abril de 1982 até Abril de 1993, 11 anos de duração, foi quanto esta magnifica publicação demorou. O que dedicada a um único sistema é um feito notável.

Neste site podem ver excertos dos 134 números da sua existência, tendo em Maio de 1992 incorporado a sua rival, a revista Crash. Com a introdução do logótipo Crash na capa da revista, como podem ver numa foto mais em baixo, nada mais trouxe ao seu conteúdo. Pode ter sido uma estratégia para agarrar os leitores da Crash, para que não passassem a ler a Your Sinclair, ao comprárem os direitos de parceria da extinta revista.

Comecei a coleccionar as revistas de Spectrum, a minha estratégia passa por arranjar primeiro os últimos números das suas edições, já que são os mais raros de encontrar, devido a terem sido menos vendidos e também, por algum desconhecimento que tenho dos jogos que saíram oficialmente entre meados de 92 a 94.

Estas foram as minhas primeiras compras:

Sinclair User Nº123, Abril 1992; Sinclair User Nº124, Maio 1992; Sinclair User Nº125, Junho 1992; Sinclair User Nº126, Julho 1992.

Excerto do interior de uma das revistas.


The Great 8, título das 4 cassetes que acompanhavam a venda original das revistas. Também incluídas na compra.


Adquirido em: 13 Dezembro, 2008

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

1 - Jornal A Capital - Pokes & Dicas

Nos anos 80 havia poucas fontes de informação acessíveis em termos monetários aos fanáticos de Spectrum. As revistas espanholas MicroHobby e MicroMania, a rubrica de jogos de computador na RTP 1, no programa Ponto por Ponto e o grande Jornal A Capital, que todas as sextas-feiras incluía um fabuloso suplemento, que entre várias temáticas trazia sempre umas páginas dedicadas ao mítico computador, críticas a jogos e algumas rotinas de programação na secção de Pokes & Dicas. Tudo isto por poucos escudos fazia com que muitos “cromos” corressem todas as tardes de sexta-feira, para as papelarias, na esperança de arranjar um jornal que facilmente esgotava.


Eu fui um desses cromos que percorreu léguas e léguas de calçadas, muitas vezes conseguindo o único exemplar, ainda existente, num raio de alguns km. Tinha um bom espólio de exemplares e recortes do suplemento, mas infelizmente um incidente há um ano fez com que todo esse espólio ficasse todo destruído. Um dos sonhos que tenho é juntar toda a informação e suplementos, fazendo uma compilação para depois disponibilizar online, mas para isso, necessito de arranjar pelo menos o material ainda existente, portanto se algum de vós ainda tiver o que resta desses suplementos esquecidos num qualquer baú, ou fundo de um sótão, estarei disposto a ficar com eles. É só me enviarem um email! Ou então se souberem onde posso ter acesso à informação do jornal, também seria uma ajuda.



Os 10 Mais de 86: Suplemento de 6 de Dezembro de 1986
Os 10 Mais, Aventura e Estratégia: Suplemento de 13 de Dezembro de 1986



Excerto do conteúdo do suplemento de 6 de Dezembro de 1986


Adquirido em: Novembro 2008